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(deixando de ser exótica)

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 ILUSTRES DESCONHECIDAS.

A Mata Atlântica, a exemplo da Floresta Amazônica, possui uma enorme variedade de frutas silvestres. O problema é que boa parte de sua cobertura original foi devastada, levando junto as árvores frutíferas. Frutas que já foram famosas no passado, como o cambuci (que até virou nome de bairro em São Paulo), a jabuticaba-branca (que era a fruta dos boêmios cariocas) ou o bacupari (que alimentou os bandeirantes), estão cada vez mais raras de encontrar nas cidades brasileiras. Hoje, elas só frequentam as listas das frutas em extinção.

DE VOLTA PARA CASA

Algumas frutas, depois de desprezadas em suas áreas nativas, acabaram dando a volta por cima. É o que aconteceu com a feijoa, típica do sul do Brasil (onde hoje é rara). Levada para os estados Unidos, ela agora voltou com pompa de produto importado e caro.
Por muito tempo as frutas exóticas puderam ser saboreadas apenas nos limites regionais e seu fornecimento dependia exclusivamente do extrativismo - até o fim da década de 1970 não eram cultivadas, apenas colhidas. O doce-azedo do cupuaçu, a polpa branca perfumada do bacuri, a textura cremosa do uxi, o azedinho estimulante do murici. Nada disso podia ser apreciado fora dos limites do Norte e do Nordeste do país, onde a manga e o abacaxi eram o mais exótico que se podia encontrar. E os brasileiros do Sul e do Sudeste aprenderam a comer maçã, morango e cereja em vez de sapoti ou sapotilha, taperebá e uxi.
Para a sorte dos paladares aventureiros e a satisfação de comensais que começam a aprender a valorizar a riqueza dos ingredientes de sua pátria.A distribuição das frutas regionais do Norte do país é difícil, o produto é perecível e a maioria das espécies ainda é pouco conhecida fora da região, o que torna o negócio arriscado. Porém, já existe demanda, inclusive internacional, de frutas regionais amazônicas, entre elas o açaí, o sapoti ou sapotilha e o cupuaçu - isso sem contar as grandes quantidades de frutas tropicais exportadas como papaia, abacaxi e manga.
Um patrimônio gastronômico sem igual se confinou ali, por séculos, como um tesouro inacessível.
 
 

 

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